Curiosidades

Sommelier, enólogo e enófilo são a mesma coisa ?

       Não, pois sommelier é aquele profissional que trabalha geralmente em um estabelecimento que vende o vinho, como uma adega ou um restaurante. No restaurante ele é, além de outras funções, responsável pela recomendação do vinho para a devida harmonização com o prato (Calma !!! Vamos falar de harmonização em breve).

Enólogo é o profissional responsável pela transformação da uva em vinho. É o alquimista, o responsável pela personalidade da bebida. Trabalha diretamente na vinícola, cuidando desde o plantio até a colheita da uva, em parceria com o agrônomo.

Enófilo é aquela pessoa, como por exemplo o Zé Lapiseira, que apenas gosta de vinho, sem usar a paixão para fins profissionais, e que os coleciona, estuda e consome. Você vai ser um enófilo ?


 


Você conhece os pontos mais sensitivos para os doces, ácidos, amargos, salgados, taninos e álcool na boca ?


        Pegue sua taça pela haste e tome um gole do vinho. Calma, não é para engolir de uma vez . Passeie com o vinho pela boca calmamente, fazendo com que ele alcance todos os cantos da boca, e só depois engula.

         Na boca, a ponta da língua, em geral, é melhor para sentir os sabores doces; as partes laterais da língua para os ácidos; o fundo, na curvinha que vai para a garganta, para os amargos; no centro para os salgados (tem vinhos com um traço levemente salgado); as bochechas para os taninos (aquele sentido aveludado quando comemos um pêssego); e o fundo da garganta para o álcool (que quando em excesso pode causar queimação). ). Está bem...sabemos que tudo isso é muito complicado!  Mas, tente perceber se há um equilíbrio em todos os elementos e se há persistência dos sabores na boca após engolir a bebida (o sabor fica presente na boca por um tempo), pois quanto mais persistente, geralmente, melhor é o vinho.

         São usados alguns termos para se descrever as sensações na boca, como por exemplo: cheio, redondo, estruturado (os sabores estão harmonizados), picante, fresco, frutado, potente, denso, profundo, desequilibrado (os sabores estão em desequilíbrio como muito ácido ou muito álcool), etc..

         Vamos tomar mais um gole do nosso vinho e, enquanto passeia com ele pela boca, preste atenção nas laterais da língua. Sentiu a acidez, a sensação de boca cheia d'água? Faça isso outras vezes e em cada uma delas foque sua atenção em uma parte da língua. A acidez é uma característica muito marcante nos vinhos brancos, mas também presente e desejada nos tintos. O que se espera em vinhos de boa qualidade é que todas as características como amargor, acidez, tanino e outras estejam em equilíbrio, sem que uma se sobreponha às outras. Um vinho assim dizemos que é equilibrado. Um vinho que preenche a boca, que dá a sensação de ter volume, é chamado de encorpado.

          Voltando a comentar sobre os taninos, nos vinhos tintos ele dá aquela sensação de "pega" na língua, como caqui ou banana verde. O tanino vem das cascas das uvas tintas, por isso só está presente nos vinhos tintos e sutilmente nos rosés. O tanino é um componente importante, mas deve ser macio, elegante e agradável. Nos vinhos onde o tanino está muito agressivo e "pegando" dizemos que são taninos verdes. O estágio nos barris de carvalho (ou em contato com lascas de madeira - chips) provoca reações químicas que amaciam os taninos do vinho, assim como o tempo de envelhecimento também colabora neste processo. Apesar disso, alguns vinhos têm o tanino incorrigivelmente desequilibrado. Agora que você engoliu seu vinho, preste atenção na traseira da língua. Lá na curvinha que desce para a garganta. Perceba que o sabor do vinho permanece e faz com que você fique lembrando-se dele. Esta sensação é a persistência do vinho. O "motor"da persistência é o amargor. Sem amargor o vinho fica bobo e seu sabor não dura na boca. Em grandes vinhos a persistência é de vários minutos.

 


Os vinhos com tampa de rosca – Screw Cap são piores que os que têm rolha ?

       Achar que tampa de rosca – screw cap, somente vedam vinhos mais simples é uma visão errada, pois por aqui, até pouco tempo atrás, a tampa de rosca somente acompanhava os vinhos vindos da Austrália e da Nova Zelândia, hoje já está se espalhando na Argentina e Chile, principalmente.

A tampa de rosca serve, tanto aos vinhos mais simples como os sofisticadíssimos Pinot Noir da Nova Zelândia. Para alguns, ela tira um pouco do ritual do vinho, mas não dá para negar que são infinitamente melhores que as rolhas sintéticas, boas mesmo para quebrar os saca-rolhas.

Assim não tenha receio quando for comprar um vinho com este tipo de vedação, ele é tão bom ou ruim quanto o que usa rolha.